Bancos 2.0 Fevereiro 29, 2008
Posted by Luiz Edmundo in : WEB 2.0 , trackbackUm dia como hoje, 29/02, que só acontece a cada 4 aos merece algo especial, por isso resolvi escrever este Post, um post marcante, para ser lembrado por pelo menos 4 anos…
Ok, OK, pode ser muita pretensão, mas entre meus muitos defeitos não está a modéstia excessiva, portanto, era de se esperar algo assim…
As vamos ao assunto. Bancos 2.0.
O Setor financeiro brasileiro é reconhecido mundialmente como um dos mais fortes em termos de tecnologia.
Durante as décadas de 80 e 90 (do século passado) o setor financeiro investiu zilhões de dólares (uso a moeda americana porque as nacionais foram voláteis e volúveis) em modernização buscando agilidade, afinal sem isso ninguém sobreviveria com uma inflação de 2 digitos/mês, lembro até hoje dos 87% sem logo antes do plano cruzado (acho que foi esse, afinal houveram mais planos que moedas nessas 2 décadas).
Apesar de todo esse avanço hoje essa situação ameaça se inverter, na utilização da WEB 2.0.
Embora os investimentos ainda sejam muito altos (que o digam as consultorias de TI que atendem aos bancos) eles se concentram no que já é bom, os aplicativos e suporte ao negócio, deixando a interação de e entre seus clientes ao site dos Bancos numa rede social, como dita o “manual da WEB 2.0”
Apesar de iniciativas como o Banco do Brasil com o Banco do Fulano, esse conceito fica apenas na fachada, afinal, escolher o que quero ver no site, a ordem em que isso aparece é coisa web 1.0, a personalização da interface era novidade em 1997, com o lançamento do IE 4.0 que permitia ao usuário selecionar “Canais” de informação e receber, sem esforço o conteúdo sobre aquilo em seu micro, podendo até ser integrado ao Desktop (pois é, quem acha o RSS novidade está 10 anos atrasado).
Entendo que o mercado financeiro é muito rígido, calcado em regras e normativas tanto nacionais como internacionais, mas isso precisa deixar de ser desculpa é possível sim inovar !
“Lá fora” já estão surgindo algumas ações que, se não forem acompanhadas podem, em pouco tempo, retirar o setor financeiro nacional da vanguarda tecnológica.
É o chamado “social lending websites”, ou redes sociais de empréstimo, ou seja, são redes que promovem contatos entre investidores e tomadores de crédito, principalmente com foco no Microcrédito. Com uma plataforma segura é possível criar realmente o Banco do fulano ou o “Banco P2P”, a tendência é que os bancos com o passar do tempo entrem nessa onda e facilitem a vida do empréstimo diretamente ao cliente.
Os dois grandes impeditivos para essa implementação no Brasil é a regulamentação/normatização das operações e as altas tachas de juro, afinal as “Social Lending Websites” funcionam como um leilão reverso, onde um tomador de crédito coloca sua solicitação e para quando precisa do dinheiro e os “banqueiros”s e encarregam de oferecer as taxas e demais condições, num leilão reverso.
No Brasil ainda não existem ações concretas nesse sentido, mas a preocupação já existem nos bancos, a ponto do assunto ter sido discutido no ano passado, num dos maiores eventos do setor no no Brasil O CIAB/2007.
As ações que surgem no Brasil são ainda exploratórias, como o Bradesco no Second Life.
Second Life que pro sua vez tem uma economia toda própria baseada no Linden Dollar, um dólar virtual que funciona como moeda e que pode, seguindo determinadas regras, serem trocadas por dólares reais.
Já existem alguns milionários no Second Life, empreendedores que fizeram fortuna (inicialmente virtual, mas que começa a ser trocada por dinheiro real) no mundo 3D criado pela Linden Lab.
Mas esse assunto voltarei em breve, com um artigo especial sobre ele.
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