WEB 2.0, Interatividade e criatividade… Outubro 15, 2007
Posted by Luiz Edmundo in : Artigos , trackbackAVISO: este texto é uma Obra de ficção, qualquer semelhança com empresas de comunicação e profissionais de TV é pura falta de criatividade do Autor
Não agüento mais ouvir falar em “TV Interativaâ€, assistir a um jogo de futebol na “TV – CUBO†e ouvir o “Gavião Bueno†falar:
“Eééééé meu amigo da rede Cubo, esse garoto é bom, visite nosso Site e responda a enquete: Você acha que o Breno do São Paulo é a revelação do Campeonato?, visite www.redecubo.com/interatividadeinutil e deixe sua opinião… E tem uma pergunta de um Internauta para você CASAPEQUENA, você acha que o São Paulo pode ser campeão por antecipação? Essa pergunta é do amigo José nãotemoquefazer da Silva, de Xiririm da Serra…
Olha Gavião, eu acho que se o São Paulo continuar ganhando e os outros continuarem perdendo, o São Paulo PODE sim, ser campeão por antecipação…â€
Comentário Brilhante, se ele não falasse nada, não conseguiria tirar essa conclusão…
Cá entre nós?
Nem mesmo eu que sou São Paulino fanático tenho saco pra esse tipo de coisa…
Quando falamos em uma mÃdia de massa, nascida na era pré-internet como é a Internet esse tipo de ação é cansativa e inútil, mas dá pra entender que eles estão tentando achar um caminho, mas como explicar que empresas e profissionais que se dizem especialistas em WEB 2.0 façam coisas semelhantes?
A Tecnologia WEB colocou o poder de distribuição das informações nas mãos do usuário comum, uma das premissas da WEB 2.0 é o UGC (User Generated Content)
O acima da “rede cuboâ€, não deixa de ser conteúdo gerado pelo usuário, mas será que apenas isso é WEB 2.0?
Empresas realmente WEB 2.0 como Google, YouTube e Flickr usam UGC, aliás, todo seu conteúdo é UGC, e eles não pediram pra ninguém responde ruma enquete, nem pra fazer um pergunta pro casapequenaâ€, nem pediram para preencher um cadastro monstruoso..
Os usuários foram convencidos a entregar pequenos pedaços de informação e de conteúdo, primeiro para receber e enviar e-mails gratuitos no Gmail, com mais de 2 Gigas de espaço (isso na época que um grande provedor permitia 50 MB), depois permitiu que se cadastrasse num site de comunidade (Orkut) e que cada um criasse seu perfil e compartilhasse com amigos, que disponibilizasse suas fotos, criasse comunidades sobre suas preferências e se conectasse a outros, depois agregou um “Messengerâ€(O Gtalk), isso para não falar de Google Docs, Google Calendar, Google Maps, Google AdWords, Google AdSense etc.
E se você perdeu um site e gostaria de encontrá-lo, visite o Google, e veja o tem “Histórico da Internetâ€, e ele vai te mostrar TODAS as pesquisas que você fez, e todos os Sites que você selecionou, claro que isso SE você se cadastrou no Google e pesquisou o site, mas você só se cadastra se quiser…
E aos poucos os usuários foram se tornando dependentes do Google, foram fornecendo cada vez mais conteúdo e dessa forma o Google foi se tornando cada vez mais necessário…
Em alguns grupos de discussão já se fala de “Googlelização†do mundo, essa dependência que os Internautas e a própria a Internet tem dele, os concorrentes traçam suas estratégia anti-google…
Vamos acabar com o Google? Acho difÃcil, ele está dentro do “DNAâ€da internet hoje em dia…
Vamos imitar o Google? Podemos tentar, e até obter um sucesso relativo, mas certamente ficaremos com algumas moedas a beira do caminho, mas não chegaremos ao Pote de Ouro no fim do arco-Ãris… (se bem que, dependendo do porte e ambição da empresa, essas moedas a beira do caminho pode ser um excelente negócio)
Muitos devem estar se perguntando: O Que fazer então ?
A resposta é fácil, embora implementá-la não seja tão simples: Porque não aprender com o Google?
Vamos abstrair o Google atual, vamos abstrair seus produtos e pensar no como o Google agiu e o que obteve…
Qual foi a estratégia do Google? Desde o seu primeiro produto, o Buscador, ele inovou, enquanto os demais baseavam sua busca em “palavras chaves†fornecidas pelo “dono†da página o Google se baseia na experiência do Internauta…
Inicialmente ele indexa o site como os outros, baseado em palavras chaves, mas o site fica “mal colocado†no ranking, lá nas ultimas páginas…
Conforme os usuários visitam o site, conforme outros sites façam links para esse site ele se torna relevante, e assim aparece nas primeiras páginas do Google…
Ou seja, quem decide que aprece primeiro é o usuário…
Mas ai existem os links patrocinados… Sim existe, mas ai entra também a estratégia do Google, as palavras mais usadas pela busca, por determinado grupo social, tem preços diferenciados, e permite que os clientes do Google, através do AdWords, coloquem seus sites nas buscas certas, afinal, se eu estiver procurando FUTEBOL, não adiante me mostrar uma página de tecnologia, pois mesmo sendo eu um cara de tecnologia, NAQUELE MOMENTO, quero saber algo sobre futebol…
Depois disso ele ainda ofereceu o AdSense que me permite colocar anúncios do Google centro do meu site, e anúncios (teoricamente) relevantes, fazendo com que meu site consiga uma receita(monetização) e permitindo que um anunciante consiga colar uma mensagem diretamente no meu site, sem precisar de um contato difÃcil…
E com isso, o Google torna-se necessário, para o usuário que acha o que procura, para o anunciante que consegue anunciar no meu site e para mim, que ganho uma forma de receber pelo que escrevo, sem cobrar de quem lê (não procure, por enquanto ainda não coloquei o AdSense no meu blog *rs)
O Google oferece um serviço, ao utilizar esse serviço o usuário deixa informações que são incorporadas e assim gera-se uma bola de neve…
Fácil de imitar? Obviamente que Não, afinal, o espaço já está ocupado, mas pergunte-se: O que seu usuário quer? Ou melhor ainda, o que ele precisa e ainda não sabe que quer? Como oferecer isso a ele?
Depois disso, somente depois de saber o que oferecer você começa apensar em como lucrar com isso…
Essa é a nova lógica da Internet: Ofereça algo que seu usuário queira ou precise e depois ganhe com isso.
É preciso paciência, dedicação e criatividade, o resto a tecnologia faz.
LINKS RELACIONADOS:
lei mais:
Big Google: http://www.jppereira.com/engrenagem/2007/02/26/big-google/
É possÃvel viver sem o Google? : http://www.rjnet.com.br/tecnologiagoogle.php
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